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Grupo de Leitura - "A Dialética da Dependência" de Ruy Mauro Marini

Os grupos de leitura são atividades de difusão de conhecimento na qual existe uma tarefa específica e bem delimitada para ser desempenhada pelo grupo. Por isso, os grupos de leituras têm prazos e estrutura muito bem definidos e delimitados.
A inscrição está fechada
Grupo de Leitura - "A Dialética da Dependência" de Ruy Mauro Marini

Horário e local

05 ago. 2020 19:00 – 12 ago. 2020 21:00
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Sobre o evento

Cátedra de Teoria Marxista da Dependência e Imperialismo na América Latina

Atividade aberta e gratuita (não será transmitida)

Sobre o Grupo de Leitura

Os grupos de leitura são atividades de difusão de conhecimento na qual existe uma tarefa específica e bem delimitada para ser desempenhada pelo grupo. Por isso, os grupos de leituras têm prazos e estrutura muito bem definidos e delimitados. 

A extinção do grupo de leitura após a conclusão do estudo da(s) obra(s) definidas no ato de sua composição é obrigatória e por isso os grupos de leitura não devem ser confundidos com grupos de estudos.

Serão dois encontros para discutir a "Dialética da Dependência":

Primeiro encontro (22/07/2020)

1. A integração ao mercado mundial

2. O segredo da troca desigual

3. A superexploração do trabalho

4. O ciclo do capital na economia dependente

Segundo encontro (29/07/2020)

5. O processo de industrialização

6. O novo anel da espiral

7. Postscriptum

Acesso ao texto: https://bit.ly/37Lx9bh

A Dialética da Dependência

O texto "A dialética da dependência" (1973) é um dos textos mais importantes da Teoria Marxista da Dependência. Escrito por Ruy Mauro Marini, expõe de modo sistemático e objetivo o modo como as sociedades capitalistas dependentes se inserem no mercado mundial em um momento importante do desenvolvimento do capitalismo mundial. É essa inserção que articula o continente à história do capitalismo e marca as contradições específicas pelas quais passam as sociedades dependentes. 

Ruy Mauro Marini

Nascido em Barbacena, vai ao Rio de Janeiro para cursar os estudos preparatórios ao curso de Medicina, mas desiste optando pela independência pessoal, ingressando no serviço público. Em 1953 começa a estudar Direito na Faculdade Nacional de Direito da UFRJ não concluindo. Começa a estudar Administração Pública na Escola Brasileira de Administração Pública e de Empresas. Nesse período participa intensamente no movimento estudantil, através da juventude socialista do PSB,sendo inclusive editor de jornais estudantis. Ingressa na organização política Política Operária. Inicia sua carreira acadêmica a partir de 1962, na recém-implantada Universidade de Brasília, convidado pelo próprio Darcy Ribeiro, onde fizera um Mestrado, ingressando como professor universitário. Organiza-se na UnB, com a participação de Theotonio dos Santos e Vania Bambirra entre outros, um círculo de estudos de O Capital de Karl Marx, onde pretende analisar as sociedades latino-americanos à luz da teoria marxista, que se tornou base para a formulação da Teoria da Dependência. Formula-se uma visão crítica e alternativa às visões da CEPAL e do PCB sobre o processo de desenvolvimento brasileiro, retomando o pensamento do imperialismo de Lenin e de Rosa Luxemburgo, e de desenvolvimento desigual e combinado de Trotski, além da concepção crítica sobre o desenvolvimento latino-americano formulada por André Gunder Frank, que tem por sua vez origem no conceito de subdesenvolvimento de Paul A. Baran e Paul Sweezy, abrindo enfim caminho para a teoria marxista da dependência. Depois do golpe militar de 1964 exilou-se no México em 1965 após ser preso e torturado no CENIMAR, e, em 1971, transfere-se para o Chile onde foi professor da Universidade do Chile até a queda do governo de Salvador Allende em 1973, e posteriormente retorna ao México em 1974, para lecionar na Universidade Nacional Autônoma do México (UNAM), onde produz a maior parte de sua obra, e onde atualmente há um centro de referência sobre sua obra. Nos anos 1980 retorna ao Brasil, embora seu retorno definitivo seja apenas em 1985. Entre indas e vindas entre o México, que não abandona totalmente, atuando na UNAM, e o Brasil, que retorna definitivamente apenas em 1996, onde participa de várias órgãos de ensino e pesquisa. Entre 1984 e 1986, participa da Universidade das Nações Unidas, tenta em 1985 sem sucesso a criação de um centro de estudos sobre desenvolvimento na UERJ e vira professor da FESP-RJ. Em 1986 volta ao Departamento de Ciência Política da UnB.

Morreu em 1997 acometido por um câncer aos 65 anos, na cidade do Rio de Janeiro.

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Escola de Formação Política da Classe Trabalhadora -

Vânia Bambirra

[...] as mulheres, as operárias e camponesas em particular, têm dupla razão para serem revolucionárias